sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Noite

  Assim começo, duas vezes space bar para enganar um parágrafo e não perder o costume, do jeito que gosto, inspirado (talvez pela consciência divina), som no talo, fones no ouvido, sinto o pulsar da minha alma saltando na tecla do computador, o sangue corre quente e o coração bomba em som estéreo. A noite, como sempre muito bem vinda, minha companheira e amiga, o que seria de mim sem ela? É o período no qual mais gosto, gosto também do dia, da luz do sol, mas... a noite é incomparável.
  A noite não é fatídica, não me fadiga, me dá a sensação plena de comoção, poderia passar a noite inteira olhando para o céu, simplesmente gosto. Apesar de seu aspecto sombrio e melancólico, a noite expressa calma, paciência e poder. Gosto da noite, ela é silenciosa, é o horário em que as pessoas "comuns" estão dormindo, descansando, recompondo as energias para o dia seguinte, comigo é o contrário. Passo o dia poupando energia, exalto-me na noite, a noite é divina e bela, é o melhor horário para estudar, ler, pesquisar, pensar, criar! A noite isola os pensamentos e desfaz os fatos embaraçados, despeja com grandeza uma mágica energética, essa malha cintila conforme me acoberta.
  Pega, sentiu a energia?! Aposto que sim, com certeza sentiu na minha escrita, é isso que sinto quando a noite cai, é assim que me sinto na noite. Gostaria de exprimir essa sensação por osmose, mostrar como é ficar acesso com a cabeça a mil!!
  Tô pronto! Tô pronto para qualquer coisa, sou invulnerável!! Quer correr pelado? Bora! Quer saltar de um prédio extremamente arriscado?! Tô dentro! Quer gritar na beira do mar e foda-se o que vão pensar? Demorou!

É assim que me sinto, medonho, grandioso, potencialmente maluco!!
A noite, é bem vinda, desde que na noite tenha apenas luz, que fique para trás toda a escuridão.

  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Acaso

  O universo é repleto de oportunidades, vidas, lembranças, memórias e probabilidades.
  Dentre essas tantas possibilidades, não vou deixar de ser quem sou para agradar, ou deixar de acreditar no que considero certo para "moldar" minhas ações no padrão social.

  Tenho minha ideologia, tenho minha sina, tenho meu ponto de vista muito bem enraizado, interiorizo minhas intenções, projeto minhas intenções e me expresso da forma que bem entender, quando quiser, para quem quiser e quantas vezes eu quiser. 

  Foda-se o que pensam, foda-se como reagem. O que manda em mim e para mim, é a verdade, mesmo trabalhando com a possibilidade da verdade ser mentira. E neste caos, parte destino, parte escolhas, alguma perecerá e outra prevalecerá.

  E como sei que sou bem egoísta, é apenas mais um momento que uso para expressar minhas habilidades e trabalhar minha capacidade de exteriorização de sentimentos através da arte. Não quero morrer com um coração duro, não quero passar minha vida sem fraquejar e aprender com os meus erros. São escolhas e isso pode vir ou não ser fruto do acaso. O fruto furtado pelas más escolhas, ou pelo medo.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Balaio de Gato

  Balaio de gato, é minha profusão mental aflita ansiando por respostas de situações que não identifico. Ou seja, uma bagunça da porra.
  Tento compreender ainda o que sou, tento compreender por que ajo diferente de diferentes formas em situações análogas. Não encontro uma resposta lógica para o que sinto, é uma sensação neutra, de indiferença, mas, ainda acredito que seja uma sensação de indiferença por eu não saber o que quero. Isso desperta uma insegurança. Medo de me machucar? Medo de decepcionar? É um medo bobo e denso que paira duvidando de minha coragem, de minha atitude, de meus avanços. Tira sarro como se eu fosse ainda uma criança mimada e chorona, eu caio no jogo tentando tomar consciência de uma resposta que sacie minha angústia.
  Sinto-me mal não em sentir-me assim, entretanto, em não reconhecer o que sinto para declarar guerra interna, desfazer minha intriga pessoal e dissecar de uma vez por todas pequenos empecilhos que se atrevem a infestar meu caminho com dúvidas. Tento ser sempre melhor do que fui, independente da direção, se sou melhor cada vez mais do que fui, significa que estou no caminho certo, no caminho de ser uma pessoa boa, melhorada, potencializada em constância permanente.
  Finco meus pés neste instante assumindo meu ponto de vista de observador da situação, identificarei ermos caminhos que afetam minhas ações, destruir-vos-ei. 


  A melhora é um conjunto de virtudes: Humildade, amor e bondade. Ser Humilde não é aceitar qualquer coisa na sua vida, é saber ouvir, discernir e debater sem desmerecer a opinião de outra pessoa. Ter amor é realmente amar sem pudores as pessoas ao redor, reconhecer o que as pessoas têm de bom, têm de ruim, contudo, amar não é simplesmente doar-se por inteiro - isso também acolhe o amor próprio não doar-se por completo -, amar é desejar o melhor para o próximo sim, incentivar, acreditar na melhora de quem realmente quer alçar voo. Ser bondoso é um reflexo do amor, reconheça quem tem o direito ter sua bondade, infelizmente neste mundo, muitos não respeitam limites, não reconhecem sua bondade e agem em cima da sua bondade ao bel prazer, tenha consciência, ser bom, não é o mesmo de ser um idiota que faz tudo, por todos que não estão nem aí para ti, ser bom é ter compaixão, mas até a compaixão tem um limite de complacência e compreensão.  

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mudança

  Inspirado pelas mais recentes energias positivas e votos de objetivos do início de ano, projeto minhas intenções, forças, ideias, atitudes e positividade para uma mudança radical. Uma mudança que realmente seja além do esperado, uma mudança que venha para banhar todas as expectativas, mudança que absorva as ideias más e que preencha essas lacunas com virtudes, mudança profunda na consciência dos seres humanos, amor, paz, alegria, bondade.
  Mudar os pontos de vista e manter uma vontade descomunal próspera de crescimento no intelecto e social. Mudar o medo por coragem, mergulhar naquilo que temos medo de lutar para modificar a essência de nossas construções, reparar nossos rebocos falhados, ou, colocar o prédio abaixo, construir outro vai ser fácil, tens bagagem o suficiente do bem e do mal. Se há uma coisa que é difícil destruir são os nosso vícios. Nossos vícios são impetuosos e muitas vezes os vícios impactam de forma extraordinária na vida, no trabalho, nas amizades, nas  famílias. Os vícios são valores que só devem ser mantidos quando para o bem, caso o contrário, se não faz bem para você, não faz bem para ninguém. Não existe o "fazer o bem" quando algo não está bem, não adianta atropelar suas vontades, atropelar as vontades de quem está próximo para alguma coisa ou outra ficar bem, não adianta colocar a carroça à frente dos bois, não adianta essa forma desordenada e bagunçada que temos o costume de viver.
  A mudança é necessária, mas, a mudança tem que ser real. A mudança é natural, vamos deixar aos poucos o que realmente faz mal, tenhamos coragem para enxergar aquilo que nos faz mal, aquilo que é mesquinharia, aquilo que adotamos como "falsas verdades", aquilo que não contempla a pureza. Vamos deixar de ser pobres de espírito, vamos elevar nossa moral e todos os nossos pensamentos. Vamos ter mais paciência e aumentar nossa capacidade de aprender com cada situação, por mais difícil que seja.
Eu e vocês.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ToÇo


Percebi uma coisa.

Quando penso, já é certo. Quando decido, é incerto. Quando ajo, é correto. Quando deixo, fica inquieto. Quando passo, eu acarreto. Quando faço, é concreto. Quando largo, é por completo.
Quando sigo, chego perto. Quando miro, eu acerto. Enquanto vivo, eu prometo. Quando morto, eu remeto. Quando inspiro, é secreto. Quando expiro, é aberto. Quando falo, é dialeto. 
Quando calo, é arrependimento. Quando sorrio, é seleto. Quando marejo, é imperfeito. 
Quando construo, é repleto. Quando destruo, é rebento. Quando careço, não empresto. 
Quando quero, acerto. Quando estudo, fico esperto. Quando esbanjo, completo. Quando cheio, repleto. Quando quebrado, conserto. Quando evacuo, dejeto. Quando como, alimento. Quando acordo, espanto. Quando erro, discreto. Quando preservo, aperto. Quando ligado, desperto. Quando julgo, correto. 
Quando reajo, cometo. Quando acordado, prometo. 

Quando enganado, pereço. Quando virado, avesso. Quando guardado, pereço. Quando enrolado, enlouqueço. Quando tarado, travesso. Quando malhado, esbraveço. Quando largado, desmereço. 
Quando abordado, reconheço. Quando durmo, cresço. Quando cansado, esqueço.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Racionalidade Destrutiva




  Mesquinhez sem parcimônia, nossos atos norteiam para um futuro próximo e real. Não importa para o lado em que caminhe, tudo aponta para a destruição, a ruína social, a lástima de um civilização.
Para e pensa: Como podemos viver "bem" sabendo que existe tanta desigualdade discrepante?
  Tudo bem, a desigualdade é comum, somos diferentes. Mas, realmente é para ser tanto assim?
  Vejo belos prédios sendo levantados a torto e a direita, tapando nossa visão social, cada vez mais meios de diversão extremamente atraentes para todas as idades. Vejo, sinto e pereço.
  A vida erradicada do ponto de vista humano, é cada vez mais constante, deixamos novamente de ser humanos para liberar o animal pré-existente em futilidades. Somos animais que gostamos de nos manter ocupados com "alienações" profusamente manipuláveis.
  Eu, você e todos estamos neste enredo real-fictício que mais parece um terror generalizado, violência, luxúria, infâmias, falta de valores....
  Isso me deixa muito triste e a sensação que desperta é: Tentar ser cada vez uma pessoa melhor, realmente faz alguma diferença neste mundo tão grande?



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cérebro: O Criativo e O Racional.


- O que escondes de mim?
- Nada além do que não lhe cabe saber.
- Mas, se não devo saber, o que quer enfim?
- Se não viu, não posso explicar.
- O que eu não vi, que você viu?
- Não é o que vi ou o que viu, é como ver.
- Mas aquilo eu já tinha visto, não me surpreendi.
- Se você já viu e não viu de formas diferentes, por que quer saber o que vi?
- Não é isso, é que sou frio, analiso, observo, reflito, ao invés de sentir, não vi nada demais...
- Isso é um pouco complicado amigo, tenho dificuldade em ver assim, será que não vi coisas a mais?
- Acredito que não, eu que fiquei com dúvidas por você sempre ver as coisas de forma diferente.
- As vezes não, eu sempre fantasio, me desprendo, me liberto, voo tão alto que esqueço de voltar...
- Puxa! Isso é relativamente sério, uma viagem sem volta pode trazer graves problemas!
- É... só que não consigo me segurar...

. . .
- Já sei! Olharei por ti se me apresentar seu mundo, sua forma de viver, sua liberdade espontânea, sua vasão única e insensata, sua loucura imponderada, suas atitudes arriscadas e divertidas!
- Tudo bem! Desde que saiba me acompanhar, quando precisarei de um toque de análise, uma frieza sensata, uma parcialidade objetiva, uma retórica necessária, bastará pensar para que eu lhe entenda.